A SOLIDÃO É COMO O VENTO

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Nesta obra poética, a 19ª de Graça Pires, que este ano assinala 30 anos de caminho literário, a poeta percorre breves histórias, histórias que conta inevitavelmente recorrendo ao seu jeito poético único, profundo e sempre belo, como memórias que atravessam a sua própria biografia íntima. Este livro segue a linha poética a que Graça Pires nos vem habituando, e que é marcada por um rigor e uma depuração exímia, fruto de uma vida dedicada à palavra. 

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Secaram as roseiras bravas

cultivadas no atalho da paisagem.

Uma mulher canta roucamente

e o seu canto é um brado

em desavença com a mudez

enraizada na garganta.

Vagarosamente, enrodilha na anca

as vestes de pano cerzido

e afaga seu corpo com as mãos ásperas

como as roseiras bravas.

Tão precário, o perfume das rosas!

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Graça Pires (Figueira da Foz, 1946) editou o seu primeiro livro em 1990, depois de ter recebido o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com o livro Poemas. Depois disso publicou mais de uma dúzia de livros de poesia, muitos dos quais premiados. É licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. As suas obras mais recentes foram dadas à estampa pela Poética Edições: Espaço Livre com barcos (2014); Uma claridade que cega (2015); Fui quase todas as mulheres de Modigliani (2017) e A solidão é como o vento (2020).

 

Obras publicados

Poemas. Lisboa: Vega, 1990

Outono: lugar frágil. Fânzeres: Junta de Freguesia da Vila de Fânzeres, 1993

Ortografia do olhar. Lisboa: Éter, 1996

Conjugar afectos. Lisboa: Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, 1997

Labirintos. Murça: Câmara Municipal de Murça, 1997

Reino da Lua. Lisboa: Escritor, 2002

Uma certa forma de errância. Vila Nova de Gaia: Ausência, 2003

Quando as estevas entraram no poema. Sintra: Câmara Municipal, 2005

Não sabia que a noite podia incendiar-se nos meus olhos. Ed. autor, 2007

Uma extensa mancha de sonhos. Fafe: Labirinto, 2008

O silêncio: lugar habitado. Fafe: Labirinto, 2009

A incidência da luz. Fafe: Labirinto, 2011

Uma vara de medir o sol. São Paulo: Intermeios, 2012

Poemas escolhidos: 1990-2011. Ed. Autor, 2012

Caderno de significados. Póvoa de Santa Iria: Lua de Marfim, 2013

Espaço livre com barcos. Poética Edições, 2014

Uma claridade que cega, Poética Edições, 2015

Fui quase todas as mulheres de Modigliani, Poética Edições, 2017

Uma Vara de Medir o Sol, Coisas de Ler, 2018

 

Prémios recebidos:

Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com Poemas (1988)

Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, com Labirintos (1993)

Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, com Outono: lugar frágil (1993)

Prémio Nacional de Poesia 25 de Abril, com Ortografia do olhar (1995)

Grande Prémio Literário do I Ciclo Cultural Bancário do SBSI, com Conjugar afectos (1996)

Concurso Nacional de Poesia Fernão Magalhães Gonçalves, com Labirintos (1997).

Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho, com Uma certa forma de errância (2003)

Prémio Literário de Sintra Oliva Guerra, com Quando as estevas entraram no poema (2004)

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Edição: Maio de 2020 | Páginas: 68 | Encadernação: capa mole | Formato: 12cmx22cm | ISBN: 978-989-54747-4-5